Neymar

Crescer minha empresa: Negócio

Porque o Neymar no PSG também diz respeito a você e ao seu negócio

By Priscilla Ferreira on 02 de Agosto de 20178 minutos de leitura

Craque da seleção vai para o PSG para fazer como todo novo empreendedor: ser protagonista. O futebol é um esporte fantástico não só porque é a paixão nacional, também porque é uma fonte inesgotável de metáforas e comparações. O conhecimento do esporte pode até ajudar você a abrir e gerenciar sua empresa.

via GIPHY

Sim, acredite se quiser: estamos dizendo que, se você conhece um pouquinho de futebol, pode perfeitamente entender alguns dos conceitos mais importantes do empreendedorismo, independente do tamanho de seu negócio. Quer ver?

O próprio Neymar já é um exemplo. O craque da seleção brasileira está deixando o Barcelona — e a sombra de Lionel Messi – para ser protagonista no PSG. Como todo microempreendedor, ele sai do "conforto" do emprego fixo para ser o protagonista da própria história em carreira solo. Confira outras comparações, divididas por área de atuação no campo.

Goleiro, ou capital de giro


Todo time começa por um goleiro confiável. Se seu camisa 1 é o famoso mão de alface, há muita chance de o time adversário arriscar chutes e mais chutes de longe. Uma hora a bola, infelizmente, entra. Já se ele for um cara responsa, todo o time ganha confiança.

É o mesmo que o capital de giro, que nada mais é que a reserva de grana para socorrer sua empresa em momentos de dificuldade. Com esse dinheiro, você pode pagar todos os seus gastos como aluguel, salários e compras por um determinado período de tempo (aí vai da qualidade de seu goleiro) sem esquentar a cabeça.

Claro que não dá para deixar seu time exposto e confiar no goleiro o tempo todo. Assim, se você ficar meses sem entrada de grana, pode ser que acabe tomando um gol ou até uma goleada. Nesse caso, a comparação com mundo do empreendedor é clara: você acabou de começar a se endividar.

Zagueiros, ou colchão de liquidez


Você sabe o que quer dizer liquidez em finanças? Basta pensar na música "Pecado Capital", do Paulinho da Viola, que tem o célebre refrão que diz que "dinheiro na mão é vendaval". Quando você tem "dinheiro na mão", você tem liquidez. Então, se você abre sua "torneira de capital", a água sai à vontade.

O problema é que muito empreendedor vê isso como chance pra sair esbanjando e comprando milhares de utensílios desnecessários. Não, seu colchão de liquidez serve na verdade para proteger seu negócio. Assim como os zagueiros, que protegem o goleiro, a última fronteira antes do endividamento.

A zaga até sai jogando (assim como essa grana extra pode ser usada para investir), mas a principal função de um sistema defensivo é não deixar o time adversário chutar a gol. Ou seja: se um cliente que tinha feito uma compra grande te dá um calote, você pega a grana do seu colchão de liquidez e paga seus fornecedores e suas contas. Não precisa nem apelar para o capital de giro (goleiro). Sacou?

Volantes, ou equipe (você e seus eventuais funcionários)


Os volantes são aqueles meio-campistas que ficam um pouco à frente dos zagueiros. Ou seja, eles são os principais responsáveis pela saída de bola e também têm que saber marcar para não deixar o time adversário chegar livre para a finalização. Deu pra perceber que nossa proposta de time tem um foco muito grande na defesa, né?

Pois bem, pense de forma parecida com sua empresa que você só vai sair ganhando. No futebol e no empreendedorismo, 1 a 0 é goleada. Em sua empresa, você e seus funcionários (se você tiver) são os volantes. Você são a equipe, o primeiro contato que o cliente tem com sua marca e seu produto. É o volante que sabe se vale a pena prosseguir o lance a caminho do gol (realizar a venda) ou se é melhor recuar e começar a jogada novamente do zero (fortalecer a marca e fazer o cliente se sentir bem).

Volante que tenta começar jogada que está destinada a não dar em nada acaba armando contra-ataque. É como quando você percebe que o cliente não está afim de comprar, mas mesmo assim tenta forçar a venda. Muito provavelmente, se fizer isso, você vai perdê-lo para sempre. E pode até receber reclamação nas redes sociais ou em canais como o Reclame Aqui. Nesse caso, "parabéns": você marcou um belo de um gol contra.

Meio-campo, ou marketing

Os meio campistas são os criadores das jogadas. Se o jogo está amarrado, a defesa do time adversário está impenetrável, são 35 minutos do segundo tempo e o placar é 0 a 0, é o meio de campo que vai tirar uma jogada da cartola e tocar para aquele lateral livrinho da silva.

No empreendedorismo, tudo o que envolve o marketing opera do mesmo jeito. Em um restaurante, por exemplo, você aumenta muito suas chances de atingir clientes de bairros diferentes do seu se conseguir impactar alguém com um anúncio ou se sair uma matéria sobre seu estabelecimento em uma revista ou site especializado. Uma das maneiras de fazer seu próprio meio-de-campo é criar uma página bem feita no Facebook e no Instagram, por exemplo.

O marketing boca-a-boca também é poderosíssimo. Sabe quando você ganha um cliente fiel que não é amigo de amigo, nem parente do filho do tio do sobrinho? Aquela pessoa que não tem vínculo nenhum com você, mas gostou de seu produto? Pode apostar que foi um gol que saiu da criatividade do seu meio-de-campo, ou melhor: de seu marketing.

Centroavante, ou venda direta

via GIPHY

A bola está quicando na área. O centroavante está totalmente livre, o goleiro olha apreensivo e percebe que tem muita chance de ser vazado. O atacante, então, estufa o pé e… Todo mundo já viu um lance desse.

Em uma empresa, isso acontece quando o cliente tem a necessidade de comprar o seu produto, procura por uma marca específica, você tem exatamente o que ele quer e ele pergunta "quanto custa?". Se o lance estiver fácil demais (ou seja, seu cliente precisa demais daquele produto), o valor pode até ser bem alto, acima do mercado, que ele vai comprar. Nesse caso, seu ataque marcou um golaço, daqueles de fazer a torcida ficar lembrando por anos e anos.

Mas, muitas vezes, o gol não está assim tão aberto, tem um zagueiro prestes a chegar para cortar o lance e o goleiro está bem posicionado... Nesse caso, o faro de vendedor tem que aparecer: "custa X reais, mas se você pagar à vista, consigo te dar 20% de desconto". Pronto, se você fizer a venda, é bola pra dentro do gol. Quer ver outro chute colocado? "Custa X reais, mas dá pra dividir em 4 vezes sem juros no cartão". Se você tiver o Maquinão iZettle, que te permite parcelar a compra, pimba! É gol na certa!

via GIPHY


Portanto, se você vai dar uma de Neymar e tentar começar o próprio negócio, um bom começo é pensar em uma equipe de futebol. Se o seu time souber jogar de maneira prática sem se expor muito, as chances de ganhar o jogo são enormes. E, na vida e no empreendedorismo, não é nada diferente. Aliás, isso vale pra você que vai começar jogando sozinho, como autônomo ou empreendedor individual.

O desafio de nosso craque no PSG é imenso: ele vai sair de um time em que ele não era o jogador mais cobrado e em que ele era amado pela torcida, para ir jogar um novo campeonato em uma equipe em que todas as expectativas estão em cima dele. Quando você abre um negócio também. Todos seus parentes e amigos ficam apreensivos, no melhor estilo "será que vai dar certo?".

Mas se você se focar em seu futebol, no seu talento e souber organizar um time equilibrado e sólido (ou ser versátil por conta própria mesmo), não precisa ter medo de entrar em campo. Ah, e um aspecto do futebol do Neymar precisa ser lembrado: você precisa gostar de jogar bola. Ou seja: se você não se divertir com o que escolheu fazer por um bom tempo de sua vida, talvez você esteja no ramo errado. Deixa o menino jogar e mostrar seu talento que não tem erro!

Priscilla ferreira Priscilla Ferreira

Tagged under

Negócio
Default br