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Crescer minha empresa: Empresa Máquina de cartão

Profissional liberal, o cheque morreu. Apenas, aceite esse fato

By Ana Gama on 01 de Setembro de 20176 minutos de leitura

Foi-se o tempo que as lojas e restaurantes tinham uma importante parcela de suas vendas feitas por meio do talão. Mas, por algum motivo, profissionais liberais ainda aceitam esse método de pagamento, que é menos seguro, menos prático, dá mais margem para falhas no sistema bancário e multiplica o tempo no ato da compra por 10.

Se até pequenos comerciantes, como os feirantes, aceitam cartões hoje em dia, por que os profissionais liberais ainda cismam com os cheques? Foto: Clem Onojeghuo via Unsplash.

Você é profissional liberal? Médico, dentista, passeador de cães, professor particular, manicure, fonoaudiólogo, astrólogo... Então, queremos fazer uma pergunta simples: como recebe seus pagamentos? A gente sabe que muitos de vocês abriram empresa e emitem nota fiscal, outros preferem receber em DOC… Até aí tudo bem, mas por algum motivo, a área dos profissionais liberais é uma das únicas que dá sobrevida a um método de pagamento que é, com o perdão da expressão, jurássico: o cheque.

O cheque já foi importante, mas vamos deixar ele descansar

A gente sabe que o cheque tem um papel importante na história financeira do Brasil. Nos anos 1980 e 1990, era um método de pagamento muito usado e, na forma do famoso – e criativo – cheque pré-datado, permitia que os brasileiros fizessem compras parceladas quando não havia um sistema de crédito para isso.

Quem lembra daquele martírio de preencher folha de cheque depois de folha de cheque? Ou de lojistas mais espertos que tinham uma — que, em seu tempo, foi super revolucionária — "máquina de preencher cheque". Mas, pense bem, o orelhão era uma tecnologia importante nessas mesmas décadas e nem por isso você continua usando, né? Então, que tal abandonar o cheque de vez?

Profissional liberal, ponha isto na cabeça: com a popularização das máquinas de cartão, NÃO HÁ MOTIVO ALGUM para você continuar aceitando cheque.

Por isso, resolvemos pontuar cinco motivos que podem vir à cabeça para continuar aceitando cheque. E vamos negá-los, um a um.

1. "Não recebo tanto a ponto de pagar aluguel de máquina de cartão"

Fique tranquilo: não é preciso ter a riqueza de um sheik árabe para aceitar cartão. Foto: Roman Logov via Unsplash

Pois é, esse é um medo compreensível, por que ficar pagando por algo que não usa, não é mesmo? Por isso, a gente não cobra aluguel nem mensalidade das nossas máquinas de cartão, muito menos, fidelização! Porque nin-guém deve ser obrigado, né? É simples: comprou, a máquina de cartão é sua, você só paga taxas se usá-la. Uma vez que você terminou de pagar as parcelas, acabaram-se as despesas.

2. "Não quero abrir empresa"

Muita gente não sabe, mas não é obrigatório ter empresa para aceitar cartão como meio de pagamento. Você pode fazer seu cadastro na iZettle usando seu CNPJ, mas se não tiver um, tudo bem, use seu CPF. É isso, não tem burocracia: bastam 5 minutos e um CPF ou CNPJ para se cadastrar.

E para facilitar ainda mais a vida, a gente deposita o valor total das suas vendas em 2 dias úteis direto na sua conta bancária, que pode ser corrente ou poupança. Não tem intermediários entre a venda do seu produto ou serviço e o dinheiro na sua conta do banco.

3. "Prefiro receber por DOC"

via GIPHY

Bom, se você não recebe por meio de cheque e prefere transferência bancária, já está um pouco mais perto da modernidade. Mas, pense bem, o que dá mais trabalho para seu cliente? Anotar seu CNPJ ou CPF, banco, agência, conta corrente e passar por todo o processo da transferência (gerar token, por 15 senhas no processo, mandar para você o comprovante – se é que seu cliente sabe fazer isso – para somente aí chegar a confirmação) ou digitar a senha dele na máquina de cartão?

A gente acredita a segunda opção é mais simpática e prática. Além disso, não se esqueça que seu cliente paga uma taxa para fazer o DOC. Geralmente, é algo em torno de R$ 8,50, com pequenas variações para mais ou para menos dependendo do seu banco. Portanto, tenha certeza de que você tem muito mais chance de fidelizar sua clientela mostrando uma maquininha de cartão na hora do pagamento.

Por último, e não menos importante (importantíssimo, na verdade): se o seu cliente esquece de fazer o DOC, você tem que cobra-lo, bem chato, né? Ou pior ainda, você pode levar calote! #fikdica

4. "Quando desconto o cheque, o dinheiro cai em até 48 horas”

Pode até ser que a grana do cheque que recebeu caia em menos tempo que 48 horas, mas não se esqueça que você precisará ir até a agência bancária para fazer o depósito. Não seria bem melhor se sua grana fosse depositada na sua conta automaticamente em 2 dias úteis, hein?

Além disso, você corre o risco de ter recebido o famoso cheque sem fundo, ou o banco pode achar que a folha foi rasurada… Já na máquina de cartão, se apareceu "Aprovada", você nem precisa se preocupar. Pode ter certeza que aquela grana já é sua.

5. "Meu cliente é mais velho e gosta de pagar com cheque"

Grandpa Deletes My Computer

Sabe a máxima “o cliente sempre têm razão”? Ela não pode ser levada a ferro e fogo. Diferente do que muitos profissionais liberais pensam, ninguém é obrigado a aceitar cheque. O único tipo de pagamento soberano, que deve ser aceito por lei, é o dinheiro em espécie (e ninguém é louco de negar um pagamento em cash, não é meixmo?).

Você até pode aceitar aquele checão em consideração a um cliente mais antigo, mas será mesmo que ele não tem um cartão para passar na sua máquina de cartão? Pense em sua rotina hoje — ou de qualquer pessoa! —, quem não anda com cartão? Talvez esse seu cliente apenas não saiba que pode fazer o pagamento a um profissional liberal dessa forma. Se você explicar com calma, certamente, ele também vai entender que… O CHEQUE MORREU.

Ana gama Ana Gama

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